Conforme escrevi no post Gota a gota… Passo a passo…, a história da minha viagem a Itália e respetiva participação no 37º Zecchino D’Oro, contém imensas sub-histórias que deixaram recordações bonitas.

Desde pequena sabia a paixão da minha mãe por Itália: já lá tinha vivido antes de eu nascer, adorava a cultura, a comida, as pessoas, os recantos,… Enfim, lembro-me como se fosse hoje de ouvir a minha mãe deliciar-se a descrever a adoração por aquele país.

Foi de tal forma que meti na cabeça a ideia de que um dia a levaria lá de volta!

Era uma menina cheia de sonhos e um imenso respeito pelos sonhos dos outros… Fui educada assim, vi em casa exemplos assim, logo é fácil perceber que começou na infância este gosto por fazer surpresas e ajudar os outros a realizar os seus sonhos.

Incutindo o sentido de responsabilidade em mim, muito pequenina a minha mãe deu-me um mealheiro para o qual ia contribuindo de vez em quando com uma moedinha. Uma forma simbólica de me ir habituando a gerir as minhas coisas.

O que eu fiz? Comecei a contar as moedinhas de modo a conseguir o valor para levar a minha mãe a Itália! Inocência! A vontade era tanta que eu acreditava piamente naquilo e ela deliciava-se com as minhas afirmações constantes: “Eu vou levar-te a Itália!”, “Um dia vais voltar a Itália!”, …

Não duvidem do poder da mente, da força de vontade e do desejar coisas boas com todo o coração…

Algum tempo depois, enquanto membro dos Pequenos Cantores da Maia, fui convidada para representar Portugal no 37º Zecchino D’Oro e, naturalmente, teria de ir acompanhada por um adulto: a minha mãe.

Dado o processo de produção do conceito, ainda era um período considerável com direito até a alguns passeios pelo meio, como foi exemplo a viagem a Veneza.

A partir daí, além de ter cumprido a promessa e ter ficado realmente feliz com isso, passei eu própria a falar de Itália com a mesma paixão… Durante anos vi televisão italiana em casa, absorvi a cultura do país de todas as formas, passei a ler livros em italiano e acabei por me dedicar a uma profissão que respira cultura italiana, também.

Che bello!

 

A minha prestação no 37º Zecchino d’Oro