Defender uma obra requer percebê-la, interiorizá-la, contextualizar a sua origem e o propósito de quem a criou. Defender uma canção ou uma ária requer, contudo, colocar muito de nós nela própria.

A arte é isto: um compromisso entre representar o que está escrito na partitura e simplesmente Ser! Porque arte é sentir, é viver, é SER.

Deixamos tanto de nós em tudo o que fazemos que é inevitável a singularidade tão bonita e mágica que a interpretação de uma peça propõe.

E cada obra é uma obra única independentemente da paixão que lhe temos e, por isso mesmo, vai ser sempre singular e especial em si. A música é facilmente apreciável, causando deleite, mas o que a torna incrível é essa unicidade peculiar que cada artista lhe confere com as características inerentes ao seu Eu, ao seu Ser.