Recuso-me a lidar com a inveja, com a cobiça alheia. Recuso centrar-me num sentimento que, para além de não me permitir evoluir enquanto ser humano, me leva a estar focada no outro com um princípio desleal de necessidade de cópia ou roubo de características de identidade. Uma vontade de viver o destino de outra pessoa. Custa-me ver esse sentimento nos olhos de outros e sentir que o ser humano muitas vezes se deixa levar, provocando situações de mau estar, de desnecessária comparação que promove, tantas vezes, comportamentos desleais.

O que interessa querer ser melhor do que o outro? O que interessa ultrapassar os seus feitos? O que se ganha com isso? Não quero perder o meu eu; não quero esquecer o que me caracteriza; não quero tornar-me um produto de algo idealizado na minha cabeça com base num sentimento como a inveja.

O caminho de cada um tem um propósito. As opções, os objetivos e os sonhos são resultado de uma personalidade que foi sendo lapidada desde que nascemos. Como invejar isso? Como tentar ter algo que nunca sentiremos como nosso, mesmo depois de o alcançarmos?

Devemos procurar a nossa essência, perceber o nosso percurso, lutar pelos nossos sonhos e amar a nossa existência e o que somos, exatamente como somos.