Muitas são as vezes em que me deparo com situações de maldade pura; palavras e sentimentos que nos são dirigidos com crueldade por simples mesquinhez, inveja, incapacidade de assumir  falhas ou simplesmente porque sim…

E são tantas as situações que poderia relatar. Tenho consciência de que o mundo terá sempre pessoas menos corretas, sem escrúpulos e que se regozijam ao ferir o próximo gratuitamente.

Durante todo o meu percurso profissional experienciei vários momentos de maldade gratuita sobre mim ou sobre colegas; momentos esses bem inusitados por vezes, desrespeitadores e surpreendentes de tão descabidos.

Porém, e tendo em conta o que me foi incutido na minha educação desde criança e a pessoa que me tornei e os padrões de comportamento que pretendo continuar a ter, atrevo-me a acrescentar ao ditado “Amor com amor se paga”: “Ódio com amor se paga”.

Caso contrário, prevejo um mundo onde predomina a revolta; a incompreensão, a raiva e a dor a prevalecerem.

Jamais desejei, desejo ou desejarei mal a quem mo fez. Contudo, isso não significa que permita gestos destes. Impera, portanto, a minha palavra-chave: DISTÂNCIA.

O meu bem-estar precisa e deve ser prioridade e, sempre que possível, procurarei manter-me afastada de pessoas que baseiam as suas atitudes em rancor e maldade.

O ódio só traz ódio e eu ainda acredito num mundo movido a AMOR.

por Marina Pacheco

[Fotografia: Krystallenia Photography]